segunda-feira, 25 de março de 2013

Jesus Celebra Sua Primeira Páscoa

Ora, todos os anos, iam seus pais a Jerusalém, à Festa da Páscoa. E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. Luc. 2:41 e 42.

Todos os anos José e Maria subiam a Jerusalém para a festa da páscoa, de acordo com os requisitos da lei judaica. Os dias da infância de Jesus haviam terminado. Ele ingressara no período da juventude. José e Maria, segundo o seu costume, prepararam-se para fazer a longa viagem a Jerusalém. Eles levaram Jesus consigo. Foram junto com muitos outros que se dirigiam a Jerusalém para observar essa festa solene.
À mente humana é impossível compreender as meditações do Filho de Deus enquanto olhou com interesse para o Templo pela primeira vez. Não podemos imaginar quais foram os Seus pensamentos ao andar nos seus átrios, e discernir com os olhos a obra do sacerdote ministrante, o altar com a vítima ensanguentada, o sagrado incenso subindo a Deus e os mistérios do Santo dos Santos atrás do

O Verdadeiro Caráter de Deus em Cristo

E porei inimizade entre ti e a mulher entre a tua semente e a sua semente. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. Gén. 3:15.
A inimizade à qual se refere a profecia feita no Éden, não devia limitar-se unicamente a Satanás e ao Príncipe da vida. Devia ser universal. Satanás e seus anjos deviam sentir a inimizade de toda a humanidade. "E porei inimizade", disse Deus, "entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Gén. 3:15.
A inimizade posta entre a semente da serpente e a Semente da mulher foi sobrenatural. Com Cristo a inimizade era em certo sentido natural; em outro sentido foi sobrenatural, visto combinarem-se humanidade e divindade. E nunca se desenvolveu a inimizade a ponto tão notável como quando Cristo Se tornou habitante da Terra. Nunca dantes houvera na Terra um ser que odiasse o pecado com ódio tão perfeito como Cristo. Vira Ele o seu poder enganador e obcecante sobre os santos anjos, e arregimentou contra ele todas as Suas faculdades.
A pureza e santidade de Cristo, a imaculada justiça d´Aquele que não pecou, era uma perpétua acusação a todo o pecado, num mundo de sensualidade e pecado. Em sua vida a luz da verdade brilhou em meio das trevas morais nas quais Satanás envolvera o mundo. Cristo expôs as falsidades e o caráter enganador de Satanás, e em muitos corações destruiu sua influência corruptora. Foi isto que incitou em Satanás tão intenso ódio. Com seus exércitos de seres caídos resolveu ele insistir com a luta mui vigorosamente, pois havia no mundo Alguém que era perfeito Representante do Pai, Alguém cujo caráter e prática refutavam as falsas representações que Satanás fazia de Deus. Satanás atribuiu a Deus as qualidades por ele mesmo possuídas. Agora em Cristo via ele Deus revelado em Seu verdadeiro caráter - Pai compassivo e misericordioso, não querendo que ninguém se perca, mas que todos se cheguem a Ele, arrependidos, e tenham vida eterna.
A intensa mundanidade tem sido uma das mais bem-sucedidas tentações de Satanás. Empenha-se ele em conservar o coração e espírito dos homens tão possuídos das atrações mundanas que não haja lugar para coisas celestiais. Ele lhes controla a mente, em seu amor do mundo. As coisas terrenas eclipsam as celestiais, e põem o Senhor fora de sua vista e seu entendimento.
Mas Satanás alcançou apenas o calcanhar; não pôde tocar a cabeça. Por ocasião da morte de Cristo, Satanás viu que estava derrotado. Viu que seu verdadeiro caráter foi claramente revelado diante de todo o Céu, e que os seres celestiais e os mundos que Deus criara estariam inteiramente do lado de

A Esperança dos Séculos

E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado. Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Rom. 5:5 e 6.

Através dos longos séculos de "angústia e escuridão" (Isa. 8:22) que marcaram a história da humanidade desde o dia em que nossos primeiros pais perderam o seu lar no Éden até o tempo em que o Filho de Deus apareceu como o Salvador dos pecadores, a esperança da raça caída esteve centralizada na vinda de um Libertador para livrar a homens e mulheres do cativeiro do pecado e da sepultura.
A primeira indicação de tal esperança foi dada a Adão e Eva na sentença pronunciada sobre a serpente no Éden, quando o Senhor declarou a Satanás aos ouvidos de nossos primeiros pais: "E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Gén. 3:15.
Ao atentar o culpado par para estas palavras, foram inspirados com esperança; pois na profecia concernente ao aniquilamento do poder de Satanás eles discerniram uma promessa de libertação da ruína que a transgressão havia operado. Embora devessem sofrer o poder de seu adversário, dado que tinham caído sob sua sedutora influência e haviam escolhido desobedecer aos claros mandamentos de Jeová, não precisavam contudo entregar-se ao completo desespero. O Filho de Deus Se oferecia para expiar com o Seu próprio sangue as transgressões deles. Ser-lhes-ia permitido um período de graça, durante o qual, pela fé no poder de Cristo para salvar, poderiam tornar-se uma vez mais filhos de Deus.
Satanás, em virtude do êxito que teve em desviar o homem do caminho da obediência, tornou-se "o deus deste século". II Cor. 4:4. O domínio que uma vez pertenceu a Adão passou ao usurpador. Mas o Filho de Deus Se propôs vir à Terra a fim de pagar a penalidade do pecado, e assim não apenas redimir o homem, mas recobrar o domínio usurpado. É desta restauração que Miqueias profetizou quando disse: "E a ti, ó torre do rebanho, monte da filha de Sião, a ti virá; sim, a ti virá o primeiro domínio." Miq. 4:8.
Esta esperança de redenção por meio do advento do Filho de Deus como Salvador e Rei, jamais se extinguiu no coração dos homens. Desde o início tem havido alguns cuja fé tem alcançado além das sombras do presente penetrando as realidades do futuro. Adão, Sete, Enoque, Matusalém, Noé, Sem, Abraão, Isaque, e Jacó - por meio destes e outros homens dignos o Senhor tem preservado as preciosas revelações de Sua vontade. Assim foi que aos filhos de Israel, povo escolhido por cujo intermédio devia ser dado ao mundo o Messias prometido, Deus partilhou o conhecimento dos reclamos de Sua lei, e da salvação a ser realizada graças ao sacrifício expiatório do Seu amado Filho. Profetas e Reis, págs. 681-683.

sábado, 16 de março de 2013

Abre Meus Olhos – 1

Então ele exclamou: “[...] O que faremos?” 2 Reis 6:15

Ben Hadade, rei da Síria, tinha uma sanha mortal contra Israel. Queria riscar do mapa a nação israelita. O rei de Israel, por sua vez, recebia recados do profeta Eliseu sobre os planos do rei inimigo. A situação chegou a tal ponto que Ben Hadade afirmou: “Não é possível! Deve haver um informante!” Reuniu-se com os oficiais e capitães, queixando-se com eles sobre a situação: “Alguém dos nossos está levando para conhecimento do rei de Israel informação sobre as decisões que tomamos.” Mas um dos oficiais disse: “Majestade, não é bem assim. O que acontece é que o profeta Eliseu tem um sistema de informações superior ao da melhor agência, e sabe até as palavras que o senhor fala no seu quarto.”

Logo depois, a imprensa do palácio imprimiu um grande cartaz com a fotografia do profeta e os dizeres “Procura-se”, para ser colocado em todas as esquinas e praças dos mercados de Israel. Assim, o primeiro a ser capturado não devia ser o rei de Israel, mas o profeta Eliseu.

O rei da Síria recebeu informações de que o profeta Eliseu estava na cidade de Dotã. Marchou para lá à noite e cercou a cidade. Uma verdadeira operação de segurança máxima foi montada, com aparato bélico e movimentação mais intensa do que a transferência de um traficante de um presídio a outro, como fazem hoje.

O rapaz que estava com Eliseu – possivelmente aluno da escola de profetas –, quando se levantou pela manhã e deu uma olhada pela janela, o que viu? A silhueta da montanha era outra. Havia no horizonte uma tropa com cavalos e carros de guerra.

O moço correu apressadamente para o profeta, imaginando: “Agora quero ver o que ele vai dizer!” E contou o que estava acontecendo.
O profeta respondeu com segurança: “Não precisa ter medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles.”

O rapaz olhou para o profeta e perguntou a si mesmo: “Será que ele escutou? Ou será que ele entendeu outra coisa? Somos somente nós dois. Como podemos ser mais do que eles?”

Alguns vivem abaixo da linha da pobreza espiritual, porque não têm noção de todo o poder que está à sua disposição para enfrentar as dificuldades. Deus chama cada crente a dizer como Paulo: “Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos” (2Co 5:7).

“Abre meus olhos, eu quero ver Cristo; / Eu quero tocá-Lo, dizer que O amo. / Abre os ouvidos, eu quero ouvi-Lo; / Abre meus olhos, eu quero ver Cristo.”